Passo a passo completo para pedir o visto B1/B2, F1 e J1 — com banco de perguntas reais, exemplos de respostas, documentos necessários e tudo que você precisa saber para chegar preparado na entrevista consular.
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Escolher o visto certo para a sua real intenção é o primeiro e mais importante passo. Pedir o visto errado é motivo frequente de negação.
O mais solicitado por brasileiros. Cobre turismo, visitas a familiares e amigos, tratamento médico (B2) e reuniões de negócios, conferências e negociações comerciais (B1). Normalmente emitidos juntos como B1/B2.
Para quem vai estudar em uma instituição americana credenciada pelo SEVP (Student and Exchange Visitor Program). Exige carta de aceite e formulário I-20 emitido pela escola. Permite trabalho em tempo parcial dentro do campus.
Para participantes de programas de intercâmbio cultural aprovados pelo Departamento de Estado. Inclui au pair, camp counselor, estagiários (intern/trainee), pesquisadores, professores e Summer Work Travel. Exige DS-2019 emitido pelo patrocinador.
Fonte: Departamento de Estado dos EUA (travel.state.gov) e Embaixada dos EUA no Brasil (br.usembassy.gov). Dados atualizados para 2026.
O DS-160 é o formulário eletrônico oficial de solicitação de visto. Acesse em ceac.state.gov. Deve ser preenchido e submetido antes de agendar a entrevista — sem a confirmação do DS-160, o agendamento pode ser cancelado. Reserve pelo menos 1 hora ininterrupta.
A taxa MRV (Machine Readable Visa fee) custa US$ 185 (aproximadamente R$ 1.100–1.500 dependendo da cotação). Não é reembolsável em caso de negação. Pode ser paga via boleto (2–3 dias úteis para compensar) ou cartão de crédito internacional (liberação mais rápida para agendamento).
O agendamento é feito no portal ustraveldocs.com. Escolha o posto consular mais conveniente: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife ou Porto Alegre. Em São Paulo e Rio: há dois agendamentos separados — um no CASV (coleta biométrica) e outro no consulado, normalmente em dias diferentes. Em Recife e Porto Alegre: um único agendamento cobre os dois no mesmo prédio.
Organize sua pasta com antecedência de pelo menos 1 semana. Passaporte válido, confirmação do DS-160, comprovante de pagamento da taxa e documentos de vínculo com o Brasil são obrigatórios. Veja a seção completa de documentos mais adiante neste guia.
Chegue 30 minutos antes do horário. Não leve celular, bolsa ou eletrônicos — há armários pagos próximos. A entrevista em si é curta (geralmente 2–5 minutos) e conduzida por um oficial consular americano.
A maioria dos candidatos recebe a resposta no ato — aprovado ou negado. Em alguns casos o oficial retém o passaporte e avisa que o processo continua (código 221g), podendo pedir documentos adicionais. Se aprovado, o passaporte é devolvido em 5 a 10 dias úteis com o visto colado, pelo correio ou retirada no CASV.
Para quem vai estudar em escola, universidade ou curso de idiomas em instituição credenciada pelo SEVP (Student and Exchange Visitor Program).
Somente escolas com certificação SEVP podem emitir o formulário I-20. Verifique se a sua instituição está na lista oficial em studyinthestates.dhs.gov. Universidades, colleges, escolas de idiomas e ensino médio podem ter certificação SEVP.
O I-20 é o documento central do visto F1. Emitido pela escola após a aceitação, contém o número SEVIS, nível do curso, data de início e estimativa de custos. Deve ser assinado por você e pelo seu DSO (Designated School Official). Sem o I-20, não há visto F1.
O pagamento é feito em fmjfee.com e deve ser realizado antes de solicitar o visto. Guarde o comprovante — você precisa dele na entrevista. Valor: US$ 350 para estudantes F e M.
Mesmo processo do B1/B2. Acesse ceac.state.gov, preencha o DS-160 em inglês e submeta. Depois pague os US$ 185 da taxa MRV. Total mínimo para o F1: US$ 535.
Mesmo portal: ustraveldocs.com. Na entrevista para o F1, o foco do cônsul é diferente: ele quer saber se você tem recursos para pagar o curso, se a instituição é legítima e se você tem intenção de retornar ao Brasil após o término dos estudos.
Para participantes de programas de intercâmbio cultural aprovados pelo Departamento de Estado americano. Inclui várias categorias distintas.
| Aspecto | F1 | J1 |
|---|---|---|
| Documento de suporte | I-20 | DS-2019 |
| Emitido por | A escola | O patrocinador |
| Taxa SEVIS | US$ 350 | US$ 35–220 |
| Regra de retorno | Não obrigatória | Muitos: 2 anos obrigatórios |
O DS-160 é onde tudo começa. A maioria das negações tem raiz em erros ou inconsistências neste formulário. Trate-o com total atenção.
Acesse em ceac.state.gov. Use Chrome, Firefox ou Edge — o site não funciona bem no Safari. Assim que abrir o formulário, anote o Application ID que aparece no topo. Se o site cair, você precisa desse número para retomar de onde parou.
Reserve pelo menos 1 hora ininterrupta, com internet estável. Salve o progresso a cada página antes de avançar. O formulário tem mais de 40 seções. Não tente fazer em um smartphone ou num café movimentado.
Passaporte, histórico de viagens dos últimos 5 anos (países visitados e datas), histórico de emprego e educação, dados de contato nos EUA (quem vai visitar, hotel, ou endereço da escola), redes sociais usadas nos últimos 5 anos.
Clique em cada secao no menu lateral para ver os campos reais. Chegue no ceac.state.gov sabendo exatamente o que vai encontrar e preencher.
Portal oficial para o Brasil: ustraveldocs.com. Dados de espera atualizados em abril de 2026.
Use uma pasta transparente e incolor. O agente consegue ver os documentos antes de pedir, o que pode iniciar conversas favoráveis. Organize com antecedência de pelo menos 1 semana.
A preparação começa semanas antes. Quem chega na entrevista conhecendo seu próprio perfil — pontos fortes e fracos — tem muito mais chance de aprovação.
A entrevista é baseada no que você preencheu no formulário. O cônsul vai perguntar exatamente sobre o que está ali. Contradição entre o DS-160 e sua resposta oral é uma das principais causas de negação. Leia o formulário completo na véspera e revisite os dados de renda, emprego e histórico de viagens.
Pontos fortes: emprego estável, renda comprovável, imóvel, família no Brasil (cônjuge, filhos), histórico acadêmico sólido, viagens internacionais anteriores com saída no prazo.
Pontos fracos a se preparar: negativa anterior, parente nos EUA, renda baixa, trabalho informal, viagens excessivas, ser jovem sem vínculos. Para cada ponto fraco, prepare como vai responder se o cônsul perguntar — com a verdade, de forma objetiva e tranquila.
Não basta saber a resposta na cabeça — pratique falar. O nervosismo da entrevista real é maior do que parece. Treine com um familiar ou amigo fazendo o papel de cônsul. Use o banco de perguntas da próxima seção como roteiro de treino.
Se perceber que falta algum documento enquanto organiza, você ainda tem tempo de correr atrás. Deixar para a véspera é arriscado. Use uma pasta transparente e incolor — o cônsul consegue visualizar os documentos antes de pedir, o que pode facilitar a conversa.
Leve documentos originais seus em destaque. Para documentos de terceiros (visto de parentes, passaportes de quem viaja com você), use cópias coloridas — são mais fáceis de identificar pelo agente. Não leve documentos que não têm relação com seu pedido.
Decida quem vai responder as perguntas gerais (um porta-voz) e quem responde as perguntas individuais (profissão, renda). O cônsul pode fazer a mesma pergunta para cada pessoa separadamente — as respostas precisam ser consistentes.
Compilado de perguntas confirmadas em relatos reais de aprovados e negados, organizadas por bloco temático. As entrevistas têm em média 5–15 perguntas para B1/B2.
O que esperar, como se comportar e como aproveitar cada momento desde a chegada até o resultado.
Não chegue muito cedo — você só entra próximo do horário marcado. Não leve celular, bolsa, mochila ou qualquer eletrônico (incluindo smartwatch). Deixe tudo em armários pagos nas imediações do consulado, ou prefira já não levar. Roupas: casual arrumado. Sem obrigação de terno, mas também sem regata, chinelo ou bermuda.
Em São Paulo, Rio e Brasília: o CASV é onde você faz a coleta biométrica (impressões digitais e foto), geralmente no dia anterior à entrevista no consulado. Em Recife e Porto Alegre: tudo acontece no mesmo local e no mesmo dia.
Fique atento ao que acontece na sua frente. Alguns candidatos que escutaram as entrevistas dos outros se prepararam melhor para o que estava por vir. Você pode ter até 30–60 minutos de espera antes de ser chamado.
A entrevista B1/B2 dura em média 2 a 5 minutos. Você vai para uma janela com um agente separado por vidro. Ele vai pegar seus documentos, fará as perguntas e tomará a decisão. Mantenha a calma, responda de forma direta e verdadeira, e não elabore além do que foi perguntado.
Na maioria dos casos, você sabe na hora. O agente pode:
Erros evitáveis que custam o visto — compilados a partir de relatos reais de candidatos negados.
O consulado nega com base na Seção 214(b) da Lei de Imigração — presunção de intenção de imigrar. A taxa de negação para brasileiros foi de 15,48% em 2024. Entenda o que coloca você no grupo de aprovados ou no grupo de risco.
Aprovado o visto — o que fazer antes e durante a viagem para garantir uma entrada tranquila nos Estados Unidos.
Após a aprovação, seu passaporte fica retido no consulado. Você receberá de volta em 5–10 dias úteis com o visto colado, pelo correio (se optou por entrega em casa) ou para retirada no CASV.
O visto B1/B2 para brasileiros tem validade de 10 anos com múltiplas entradas. Mas o período de permanência por entrada é determinado pelo agente de imigração na chegada — geralmente até 6 meses, registrado no formulário eletrônico I-94.
Na chegada aos EUA, você passa pela imigração. O agente pode perguntar o objetivo da visita, onde vai ficar e por quanto tempo. Responda de forma breve, verdadeira e consistente com o que você disse na entrevista. Tenha o endereço do hotel ou da pessoa que vai visitar em mãos.
Tudo que você precisa fazer, na ordem certa. Marque cada etapa conforme avança no processo.
COMUNIDADE IUVENIS
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